27 junho 2009

Casa Agrícola João Canavarro!

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Fotografia tirada no pátio da Casa Agrícola de João Canavarro (João do Amaral de Passos de Sousa Canavarro) no Pombalinho em finais da década quarenta. A criança com chapéu de aba larga é a Ema Minderico e de pé está o António Manuel Duarte Rodrigues e Francisco Minderico. Como nota de curiosidade, atente-se no pormenor do rasto dos rodados dianteiros e traseiros do tractor de marca Fordson, de construção metálica e estrutura apropriada para trabalhos em terrenos de cultivo. Os pneumáticos ainda estariam longe de serem utilizados nas máquinas agrícolas!!



Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro



9 comentários:

msg disse...

Caro MGomes

Não o sabia tão tradicionalista,
tão agarrado à terra,tão enraizado,enfim,tão de um lugar. Não sei se isso é bom,ou mau,não sei se é assim que deve ser ou o que tem de ser. Olhe,não sei nada,só sei que não sou assim,não tenho culpa. Serei,nesta fase,
cidadão do mundo,deste mundo,mais ou menos à deriva,a que todos pertencemos,pois não há outro,por enquanto.
De qualquer modo,muito obrigado pela evocação de lugares,mas, sobretudo,de nomes,não daí,mas de muito perto,uma enfiada deles - Silva,Almeirim,Vinagre,Guilhermina,Minderico,Barreiros,Emídio.
Quanto a ser,visceralmente, de uma terra,com "desprimor" de outra ao lado,tomo a liberdade de contar uma manifestação bairrista,de que fui ouvinte,há uns bons anos- Sabe o que é que essa terra tem de melhor,talvez a única coisa boa que ela tem? Pois é a estrada que a liga a esta.
Desculpe,MGomes,e,mais uma vez,obrigado pela evocação.

MGomes disse...

Caro msg!

Quem não o é? Sabe-me de alguém que não o seja lá muito no íntimo? E depois quando as raízes, as nossas raízes, ainda fazem todo sentido neste mundo permanentemente questionado e em verdadeira transformação de valores,ser-se tradicionalista do que aprendemos a gostar é talvez das liberdades individuais mais genuínas que podemos utilizar como ensinamento maior às gerações vindouras! Não na perspectiva de lhes indicar o caminho novo, não, mas sim, que a vida é o que queremos que ela seja...!

De facto, é muito comum dizer-se, hoje, cidadão do mundo!Com toda a sinceridade, não me sinto nada mobilizado para defesa dessa bandeira!Deste mundo cada vez mais prepotente,desigual e injusto? Prefiro ser da minha terra, sabendo que há uma estrada que a liga a outra terra...

Caro msgm, gostei desta sua visita, da próxima vez não pergunte se pode entrar, a porta estará aberta!

Um abraço e boa semana!

msg disse...

Caro MGomes

Longe de mim suscitar polémica,e muito menos em matéria como esta,tão sensível,e querer levar outros a trilhar caminhos. Como disse o MGomes,e disse-o muito bem,em primeiro lugar está a livre determinação de cada um. Cada um é sagrado,se assim se pode dizer. É este um valor.
Mas veja aonde "valores" têm conduzido,"sagrados" valores deste e daquele. Em nome de valores o que se tem feito,ao fim e ao cabo,tristemente,valores deste e daquele.
Quando referi ser hoje mais cidadão do mundo do que outra coisa não foi por seguidismo,foi,porque,para além da minha "paróquia",estão milhões de "paróquias". As desgraças que vão por esse pobre-rico mundo,algumas delas em nome de valores puramente pessoais. É "só" em nome de valores universais que virão remédios para essas chagas universais. E não sei como se pode dormir descansado,comer descansado,quando tantos por esse pobre-rico mundo não têm tecto capaz,não têm "pão" capaz.
Vai-se sempre parar MGomes ao EU,ao TU,os valores do EU,os valores do Tu,e não saímos disto.
Mais uma vez desculpe,mas isto deve ser da idade,não tenho culpa.
E,MGomes,respeito muito os seus valores,os valores de toda a gente,sem ficar alguém de fora.
P.S.- É claro que se pode perguntar,mas o que é o que aí ficou atrás tem a ver com valores?
Olhe,MGomes,eu também já não sei. Calhou dizer isto,pois podia ter dito outra coisa,se,acaso,estivese
com fome,tivese dormido debaixo da ponte,estivesse a ir desta para melhor com uma doença incurável que me trazia crivadinho de dores. Queria eu lá saber de valores,nem saberia,ou já me tinha esquecido de que havia essa coisa de valores ideais,e não valores em dinheiro,ali contado,e do bom,não falso. Bem,tenho de acabar,desculpe,mais uma vez.

msg disse...

Caro MGomes

Cá me tem,mais uma vez,até nova ordem,já sabe,está sempre a tempo.
Antes de mais,porque lhe havia de calhar a si estes "escritos"? Mistérios insondáveis.Uma das razões é o eu estar de "folga" de uma "tertúlia brasileira". E ,neste passo,a igreja do Pombalinho,da qual fiquei a conhecer alguma coisa. E desta igreja,salto para todas as "igrejas",estejam elas onde estiverem,as "igrejas" de todas as religiões,tendo a presidi-las o ÚNICO DEUS.
Eu não sei se o MGomes sabe do que se tem escrito,alguma coisa,pelo menos,sobre S.Francisco de Assis. Aqui está uma figura que muito impressiona,uma figura comovente. Ele tinha uma crença que muitos têm dito ter,ao longo de séculos.Lendo o que dizem ele ter dito,e feito,é de se admirar aquele seu estar consequente,um estar sem compromissos,sem reservas,até ao limite. Ele acreditava inteiramente,sem medos,porque se identificava com DEUS,o ÙNICO DEUS.
Porque,MGomes,haverá lá maior tranquilidade do que aquela de que se é possuído quando se está identificado com o CRIADOR,o CRIADOR DE ISTO TUDO?
Não tinha medos. Por isso é dito que ele ficou nuzinho,quando em tribunal,o pai,zangado com ele,lhe atirava à cara que tudo quanto ele era,e tinha,a ele,pai,o devia. Então,toma lá esta roupa,que é tua. Depois,os "irmãos" instavam com ele para que escrevesse o estatuto da ordem,respondendo ele,um dia,que já estava feito,e que era o "amai-vos uns aos outros".Ele até tratara a Senhora Morte por Irmã.
Tudo isto,MGomes,para dizer que a nossa vida tem sido uma vida de compromissos. Vamos até um certo ponto. Chegado aí,paramos. Daqui não passo,já andei muito,mais do que muitos,nem devia ter andado tanto.
E por se não passar,é o que se vê,é o que outros viram,é o que se verá. Assim,não se vai lá,aqui,ali,por toda a parte,ainda que se respeitem valores,alguns valores. É bom que alguns o façam,é mesmo muito bom,senão a coisa estava ainda pior. Deve saber que há muita gente,alguma de grande categoria intelectual, apostada em acabar com a crença em DEUS,tendo um deles dito que os crentes são capazes de tudo,coisa de que os não crentes estão livres. Estava o mundo bem arranjado se isso se conseguisse. Se com DEUS é o que se vê,o que fará sem DEUS,que ainda é um travãozinho às "maldades".
Bem,MGomes,confiemos nos valores,confiemos até numa Ecolução,à Darwin,ou outra,a de DEUS,se esta não for a de Darwin,confiemos.
E pronto,creio que cheguei ao fim,o que já não era sem tempo. E, já sabe,é o MGomes que tem a chave da porta.
Muito boa saúde,e muito bom trabalho.Um abraço.

MGomes disse...

Caro msg!

Estava bem longe de mim, tentar conduzir esta troca de ideias para níveis do que se entende por sagrado e em última análise, ao Criador! Os valores a que me referia estavam em patamares diferentes, como reparou e se deve ter apercebido depois de ter visitado este blog! Mas concordo que este tema está longe de se esgotar de uma forma circuscrita, pode-se e é salutar, que seja discutido a níveis superiores e quem sabe em análises que resultem do pressuposto de que foi Ele o Criador de isto tudo! É sempre um exercício passível das mais variáveis opiniões, e quando "entram em jogo" aqueles a que msg carateriza por não crentes em DEUS,(penso que se estará a referir aos que entendem a vida como um fenómeno físico/cientifico e não assente em teses bíblicas) a coisa fica mais "fina".

Mas a vida é mesmo assim, complexa e ainda terrívelmente misteriosa!

Saúde e Boa semana para si!

msg disse...

Muito bom dia,MGomes

Em primeiro lugar,venho pedir-lhe muita desculpa pelo tempo que tem perdido com os seus comentários,que teve a generosidade de fazer. Podia ter-me mandado passear,não hoje,que está a chover,do que eu gosto muito,porque é água que está caindo,e ISTO,sem água,e muitas mais coisas,não anda,o que seria uma pena,para muita gente,eu incluído,que eu gostaria que isto andasse,não sei bem porquê.
Olhe MGomes,para lhe dizer a verdade,eu não sei quem fez ISTO TUDO,porque para o saber,QUEM fez ISTO TUDO não me disse a mim,e só assim é que eu acreditava mesmo,eu,o MGomes,e o resto do pessoal que gostaria de que a COISA ficasse resolvida de uma vez por todas.
Mas enquanto ELE não se decidir,é minha profunda convicção,emitando outros,olhe,Voltaire,por exemplo,de que se ELE não existir,há que O criar,sob pena,de,um dia,nem a alma dISTO se venha a aproveitar. Já pensou na irredutibilidade passada da família humana,qualquer que seja o canto em que ela tenha vivido? Foi um sempre à castanha no vizinho do lado,e não só. Já pensou no arsenal de armas atómicas que há por aí? Já pensou nos "territórios",nas "fronteiras",nas "invejas",nos "cíúmes",desde que ISTO existe,qualquer que seja a via escolhida para o "fiat"?
Um Criador,MGomes,ainda que não existente,mas interiorizado,deveria
ser querido, pela razão simples de,conhecendo o comportamento humano de sempre,vir a ser UM CIMENTO da FAMÍLIA HUMANA,de maneira a ELA ficar unida para sempre. Portanto,um DEUS,não CRIADOR,mas RECRIADOR.
E pronto,MGomes,tenho dito.
Desculpe MGomes,mas a gente tem de se ir entretendo com alguma coisa,enquanto podemos,e essa coisa que fica ai parece-me que só o prejudica a si,do que já fui perdoado pela muita sua paciência,várias vezes mostrada.
Um abraço,e,mais uma vez,os meus agradecimentos, e as minhas muitas desfulpas.

Guilherme Afonso disse...

Deixe-me só dizerl-lhe, Manuel Gomes,com todas as letras (Guilherme Afonso dos Santos) que não vejo em que é que o amor à terra onde se naceu tem que impedir que alguém possa ser cidadão do mundo. Eu
gosto muito da t4rra onde nasci, talvez até anto mais quanto mais longe estou, e isso não me impediu nem nunca me impedirá de me considerar um cidadão do mundo. E não sei também o que é que isso tenha a ver com a religião. É claro que quando se quer arranja-se sempre maneira de misturar alhos com bugalhos. É claro que quando se quer arranja-se sempre maneira de expandir as ideias (e as crenças) próprias, sem ollhar a meios nem a conveniências.
Tenha paciência.
Um grande abraço.

msg disse...

Caro MGomes

Há palavras,há frases,que,ainda que não nos sejam dirigidas,não podemos deixar de ser sensíveis a elas, a elas reagindo. E é o caso de palavras,de frases,do senhor Guilherme Afonso dos Santos,que daqui cumprimento respeitosamente.
Essas palavras,essas frases,tiveram o condão de me ter feito cair em mim,mostrando-me quanto tinha sido inconveniente para si ,através dos comentários que,generosamente,foi aceitando,e para mais alguém que,casualmente,os lesse.
Assim,caro MGomes,vai ser esta a última vez que me atrevo a aparecer-lhe aqui.
Com os meus muitos agradecimentos por tudo,onde cabe a paciência prodigalizada,
queira aceitar as minhas muitas desculpas por alguma inconveniência
que tivesse tido para consigo.
Um grande abraço,e os meus desejos de muita e boa saúde.
P.S. Aproveito a oportunidade para agradecer,também,ao senhor Guilherme Afonso dos Santos,por me ter feito ver quanto eu tinha sido inconveniente para consigo,e para mais alguém,ele incluído,que,por um fortuito acaso,tivesse dado com os comentários.
Quanto a estes,os comentários,o MGomes tem a "faca e o queijo na mão" para os fazer desaparecer,não vão eles causar mais alguma inconveniência.

MGomes disse...

Não é intenção do autor deste espaço seleccionar os comentários do seu agrado! Todos serão bem vindos, desde que cumpram evidentemente as regras mínimas do respeito pela diferença e inseridos dentro do espírito pelo qual foi criado este blog! Mesmo assim, não faço intenção, nem a minha conduta o permitiria, reagir desconsideradamente a comentários de alguém que por bem ache oportuno a colocação de questões marginais aos assuntos aqui publicados, senão teria activado uma condição própria que a Blogger me atribui como autor deste espaço, que é, o poder apreciar os comentários enviados pelos visitantes e só depois permitir ou não as suas publicações! Sinceramente não vejo no contexto em que tem decorrido o normal funcionamento do "Pombalinho", necessidade de fazer uso dessa ferramenta, e muito menos apagar comentários depois de os mesmos terem sido publicamente apreciados e oportunamente respondidos!